O lado de lá.

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Roubei o texto da fanpage de minha amiga. Afinal, essa história linda tem dois lados. 😉

” Quando resolvi ser solidaria eu não sabia o que me esperava, sabia sim, na pratica o que é gestar alguém, e também cuidar de alguém que não é meu e depois devolver, isso sim eu já sabia, ai era moleza, mas até então eu só sentia, imaginava o tamanho disso, só não sabia o que e como isso viria, só sabia que era algo muito grande, enorme, muito maior que qualquer outra coisa que já havia sentido/vivido. E foi assim, está sendo assim, inesperado, gratificante, enobrecedor. É você estreitar os laços com pessoas que até então você tinha carinho, mas se limitava a isso.
Só que, perceber que existe uma responsabilidade, um dever a ser cumprido e você seguir regras, estabelecidas por você próprio para que nada dê errado ou saia do curso que até então se criou sozinho, o caminho se fez sozinho, aquela bolha de amor que não deixa nada de ruim entrar, e é meu o dever de fazer acontecer, claro, com ajuda de Deus, porque sem a vontade dele nada é possível.
Dia desse li umas coisas num blog que ela criou para contar essa experiência, coisas legais e o mais legal é você ver como alguém te enxerga, mas não digo só do lado bom não, porque todos temos defeito. Estou em um ciclo da minha vida, vivendo uma maternidade compartilhada, sendo o corpo quando ela é a vida e dai eu sou a vida e ela é todo amor, toda expectativa, todo apoio, tudo que sou pra ela, mas ela é/será mãe desses dois pequenos que significam tanto que nem sei dizer, é um dever, é uma missão minha, fiz porque quis, porque tive apoio da pessoa que não me larga por nada nesse mundo, meu marido, mas o que me deixa mais feliz em tudo isso, é poder saber que daqui a uns meses, nossos amigos irão poder sentir o que eu e ele sentimos todos os dias quando acordamos e tem ali, ao nosso lado, nossos filhos que dependem de nós, que necessitam do nosso amor pra serem felizes.
Me ofereci para ser barriga solidária, ponto. Não me interessa o que os outros pensam, para uns, é uma benção para quem está sendo “presenteado”, para outros, uma loucura ( ho ho ho) e para mim uma dádiva, poder gestar, alimentar, sustentar, dar amor, poder amar um conjunto que não é seu mas que lhe pertence porque você aceitou fazer parte disso, e eles te permitiram fazer parte disso, para depois devolver a “seus donos”, é uma evolução que não tem preço, é algo lindo, eu sai da minha zona de conforto, eu queria que as pessoas saíssem também, queria levantar essa bandeira para que todos saibam que é possível e ainda mais porque o único interesse que rodeia essa nossa historia é o amor e a felicidade mútua, que já basta. Pra mim basta! Não precisa de nada mais, meus filhos vão aprender que ajudar é bom, eu estou junto deles para que entendam esse universo que estamos vivendo e não importa se isso vai me trazer consequência boa ou ruim, não penso nisso, penso que Deus criou uma oportunidade e vou segui-la com gratidão, amor e certeza.”

https://www.facebook.com/pages/Barriga-Solid%C3%A1ria-ou-%C3%9Atero-de-Substitui%C3%A7%C3%A3o/725496294172458?fref=ts

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A gente se conheceu pelo FaceTime.

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Já estamos com 13 semanas. Meus elefantinhos medem uns 8cm agora e a primeira ultra, quando ainda nem sabíamos que eram 2, foi muito emocionante.

Dani  ligou pelo FaceTime pra me avisar que havia chegado ao consultório e pra testar a ferramenta (ahahahahah). Não vou mentir, achei a coisa mais estranha, fiquei nervosa. Ok, funciona. Espera. Aí, ela ligou de novo. Quase desmaiei. Desconserto. Não sabia o que dizer, como agir. Um medo perturbador tomou conta do meu corpo inteiro. E se tivesse algo errado? E se não tivesse mais nada ali? E, se, como é que eu ia reagir? O que ia dizer àquela mulher gigante que estava fazendo por mim o que só ela, agora eu tenho certeza, podia fazer? Se não desse certo eu ia sofrer horrores. Ela também sentiria.

Mas esse medo durou apenas alguns instantes, porque logo  vi aquela família vibrando pra que a minha família começasse. Ali mesmo, naquela sala. Marido, dois filhos desconfiados, ela deitada lá e a médica pronta, de ultrassom na mão, pra me dar o veredito. Foi quando um sentimento quentinho me invadiu. Tinha um coração batendo lindo na mais solidária e amorosa de todas as barrigas do mundo. Ufa. Um garantido.

Segundos depois,  nova euforia. Tem outro saco, a médica disse. Calma, vamos ver se tem algo dentro dele.  E tinha! Ficamos doidinhos. Isso mesmo, doidinhos é  a palavra certa. Aliás, as palavras sumiram! Também, tudo isso, meu futuro, minha vida nova se apresentando numa telinha de Iphone 4… Doidinha. É isso mesmo. Comemoramos. Desliguei a câmera. Nem imagino o que Dani pensou nessa hora. Julgo que foi uma mistura de Que incrível! e Jesus! Claro. Carregar 2 é mais difícil mesmo. Doação e amor duplicados. Gratidão em dobro.

Depois de chorar 20 minutos e agradecer de joelhos, liguei pra Breck .  Vai, Gábi…é brincadeira ou é verdade?