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Fui embora pra Porto Alegre. Meio mundo de amigas emotivas me dizendo que eu tinha que conversar muito com a barriga de Dani, que eles tinham que ouvir minha voz. Mas eu me conheço. Sabia que não ia acontecer.

Converso com meus filhos diariamente. Na hora de dormir e na hora de acordar. A linguagem do amor. Digo a eles o quanto são amados, bem vindos e o quanto estou pronta para aprender e para ensinar. Eu canto. Prometo a eles que estarei ao seu lado por toda essa nova existência. E vou cumprir. Acho que, por isso, foi ok pra mim não conversar com a barriga. Não aconteceu. Claro que, vez por outra, principalmente quando eu ria alto – porque eu sempre rio alto quando estou com Dani e Queiroz – pensava: Será que vocês vão reconhecer a minha risada?

Essa gravidez existe no meu coração. Por mais que eu olhe aquele barrigão já gigante,  sei lá o por quê, não faço ainda uma conexão tão imediata com a existência dos meus filhotes. Sim, também acho estranho. Tão estranho que me dei conta, choramingando no táxi de volta, que não havia me despedido deles. Minutos de culpa. E, aí, lembrei. Não esqueci de me despedir, é que a gente não havia nunquinha se separado. Talvez seja um mecanismo de defesa. Que seja. Deixar meus meninos, por mais que eu saiba que estão sendo muito amados e bem cuidados, não é muito legal, né?

Foi muito incrível esse primeiro reencontro com a minha família-ninho. Estava com muito mais saudades do que pensava.